Não sou romântica. É não sou. Confesso que as vezes tenho uns ataques de fofura,
e não é pra forçar barra, é natural mesmo, tem pesssoas que despertam
esse lado em mim. Mas ainda assim não sou muito delicada com as
palavras. Não faço olhos brilharem muito menos barrigas formigarem.
Confesso que acabo sendo grossa as vezes. Não sou muito de demonstrar,
o que faz muita gente pensar que eu não me importo. Mas não é bem
assim, é só meu jeito reservada de ser. Sou mesmo muito fechada, não
gosto de falar sobre o que sinto. Fico com vergonha quando me fazem elogios,
e fico igual uma idiota sem saber o que dizer. Lembro que não gostava
quando diziam gostar de mim, eu tinha medo de me envolver, de me
machucar. Sempre afastava as pessoas de mim. Achava que sozinha eu
estava segura. Gosto muito de ajudar as pessoas, mas não me deixo ser
ajudada. Não gosto de falar sobre a minha vida. Sou do estilo que se vira sozinha. Aquela que chora sozinha, sente sozinha, que pode estar morrendo, mas ainda assim fica sozinha
sábado, 7 de julho de 2012
E a quem eu estou tentando enganar? Eu não sou forte,
não sou corajosa. Sou tão fraca, tão covarde. E tentar esconder isso não
tem resolvido muito as coisas. Deixar de falar o que eu realmente
sinto. Fingir sempre que está tudo bem, e colocar um sorriso forçado no
rosto. Dói chorar todas as noites escondida no meu quarto. Dói ninguém
perceber o que se passa comigo. Acreditarem nas minhas mentiras mal
contadas. Dói precisar de um abraço apertado e nunca receber. Dói não
ter alguém que realmente se preocupe. Alguém que não se vá na primeira dificuldade.
Dói ser uma pessoa sozinha. Dói ter que desabafar sempre com o
travesseiro ou as vezes na frente do espelho. Queria que alguém fosse
capaz de notar o que se passa comigo, alguém que fosse capaz de me
conhecer melhor do que eu mesma. Que não se deixasse enganar com meus
sorriso falsos. Alguém que me oferecesse um colo pra chorar e pra dormir
de vez em quando. Alguém que não sumisse quando eu mais precisasse.
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